it's all personal

Há tanta suavidade em nada dizer e tudo se entender.

A nota mental é a seguinte: eu tenho um conto e preciso terminá-lo. É sobre as “coisas da vida”, mas um verdadeiro escritor não tem a necessidade de explicar as coisas que escreve, certo? As histórias apenas saem da cabeça, formam palavras, organizam-se em parágrafos, ideias, blocos de capítulos até se tornarem um monumento completo. Mas posso dizer que sempre quis escrever um texto cujo personagem principal se chamasse Tomas. A vida é difícil para ele. Principalmente quando se trata do coração. Vive na bolha virtual criada por ele próprio — e quando essa bolha estoura, fica perdido. Ele vai em um encontro e descobre o último amor.

Persona

Persona pode ser considerado uma das obras primas do século XX. Ingmar Bergman escreveu este filme em nove semanas, enquanto se recuperava de uma grave pneumonia. No começo, ele queria que o nome do filme fosse “Um Pouco de Cinema”. Mas seus colegas cinéfilos o aconselharam a colocar um nome mais acessível. Sendo assim, e pela história do filme, ele colocou o nome de Persona.

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Helena me guiou

Era dia, e eu estava saindo daquele lugar. Era um estabelecimento lindo, com paredes coloridas, escada muito grande e um hall de entrada estupendo. Eu enxergava com dificuldade, mas no centro do hall pude reconhecer minha amiga Helena. Ela estava em pé, com uma blusa preta, jeans azul claro, com aquela bolsinha de mulher pendurada no ombro. Ela me deu um abraço acolhedor, um beijo mágico e eu pude sentir o perfume inebriante que ela usava. Lembro que minha expressão não foi de muita surpresa. Não sei porque. Nem de Helena. Mas ela pegou em minha mão e disse “vamos”.

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